Impacto do Covid-19 no Mercado Digital

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RedOcean   •   junho, 2020

Sem tempo para nos prepararmos ou criar uma atempada resposta, fomos confrontados com uma pandemia à escala global que, pelo seu impacto e exorbitância, obrigou toda a economia a abrandar, parar e recomeçar com uma nova estratégia. O mercado digital, preferiu olhar para a problemática de forma diferente e, fazer dela, uma oportunidade de expansão.

O distanciamento social tornou-se a maior barreira imposta por esta crise de saúde pública, onde o contacto mais próximo foi muitas vezes assegurado pelas ligações estabelecidas de forma online.

Perante este cenário de incerteza e receio, onde era dada prioridade ao trabalho realizado através de casa, as empresas viram-se obrigadas a criar uma nova metodologia de ação vinculada à presença imprescindível no Mundo Digital.

Naturalmente, após todas as regras e restrições impostas pelo Governo, a queda na procura e comercialização em espaços físicos foi inevitável, sendo um fator preocupante para a maioria das empresas onde a sua intervenção online estava estagnada ou, era mesmo, inexistente. Assim, a economia sofreu um inusitado abanão, fruto de um ainda leve investimento no mercado digital, por parte das empresas.

Não querendo, de todo, amenizar o impacto calamitoso que o Covid-19 gerou na vida de todos os indivíduos sem categorizar por raça, religião ou classe social, a verdade é que nunca o Marketing Digital e a intervenção dos profissionais desta área tinham sido tão procurados e sobrevalorizados. É por intermédio desta crise de saúde pública, que o reconhecimento e importância da presença online é percebido e interiorizado, visto que mais do que nunca, se não existir loja/website online, não há interação, logo não há vendas.

Tendo em conta a repensada estratégia e planeamento realizado pelos lojistas, em geral e, consciencializados para o facto de que o consumo de Internet teve um aumento de 70% face aos anos anteriores, foram criadas estratégias que vigoram e têm possibilitado o sustento de muitas famílias e a manutenção do próprio negócio. Nesta linha de pensamento, esse processo tem por base a introdução de novas tendência de mercado digital:

  • Aumento do consumo de Internet

  • Consumo de um maior número de conteúdos audiovisuais

  • Utilização ampliada das redes sociais para a divulgação de produtos e serviços

  • Crescimento exponencial de e-commerces

  • Maior número de compras a partir de casa

  • Satisfação das necessidades à distância de um clique

  • Métodos de pagamento mais digitais, touchless e cashless

  • Maior investimento no Marketing Digital

  • Procura de consultorias na vertente tecnológica para a realização da estratégia online da empresa

Assim, mesmo depois de ultrapassada esta nefasta crise, será possível constatar que nunca se presou tanto a correlação entre procura e oferta no mercado digital, isto é, com o aumento crescente da procura existe maior possibilidade de melhorar e aprimorar a oferta.

No negócio online, a comunicação deve ser obrigatoriamente trabalhada e requer, por parte da empresa, maior esforço e atenção para que surta o efeito pretendido e capte a atenção do consumidor. Esta abordagem é facilmente justificada pela cada vez maior exigência e impaciência que descreve o utilizador nos dias de hoje, e mais ainda tendo em conta este forçoso isolamento que gera ansiedade e maior procura de respostas.

Por outro lado, a humanização da empresa é fulcral e toda a comunicação da mesma deverá ser direcionada para este ponto. A sensação de estar sozinho, a incapacidade de tolerar, o medo, a incerteza quanto ao futuro e até episódios de depressão, podem e devem ser combatidos pela empresa através da criação de um ambiente empático e de confiança, apelando ao lado mais emocional do consumidor.

Em suma, pode-se aferir que o mercado digital disparou e, como tal, deve ser feito um uso cuidado e responsável da Internet para assegurar a presença online bem sucedida da empresa. As prioridades com o passar do tempo podem ser reformuladas mas a verdade é que a necessidade do consumo online, essa irá existir sempre.

(2020,RedOcean)